Skip to main content

Com a perseguição promovida pelo Tribunal do Santo Ofício muitos portugueses encontraram na migração para o Brasil a sua chance de ter uma vida melhor.

A Inquisição perseguiu um grande número de homens e mulheres entre os séculos XIII e XIX condenando aqueles que cometiam crimes hereges, e estes crimes eram, em sua grande maioria, as práticas judaizantes. O então reino de Portugal era extremamente católico e ao selar um acordo com Roma ficou responsável por difundir a fé católica por todo o continente Europeu. Você sabia que as pessoas eram batizadas à força?


Os cristãos novos eram um povo dividido culturalmente entre duas tradições: suas origens judaicas e o cristianismo o qual foram obrigados a aceitar. É possível que a presença desse povo em terras brasileiras date desde a chegada de Pedro Álvares Cabral e uma herança dessa presença é nome do arquipélago de Fernando de Noronha, batizado em homenagem a um cristão novo, homônimo, que contribuiu para o início do processo de colonização das terras no Brasil. E por que esses portugueses começaram a habitar principalmente o nordeste brasileiro? Bom, isso pode ser explicado pela forma como se deu colonização nesse lugar do país. A colonização holandesa se caracteriza por uma maior tolerância religiosa, ou seja, os então cristãos novos podiam viver sem medo de perseguição. Enquanto os portugueses e espanhóis eram católicos, os holandeses pregavam o calvinismo.
Consulte agora

Ao chegar no Brasil

grande parte dos cristão novos já eram homens de posses, muitos eram comerciantes e pertenciam a burguesia, logo não encontraram dificuldades para se estabelecer e iniciarem novos negócios por aqui. Em sua grande maioria ocupavam cargos de grande importância, eram administradores, escrivães, juízes, tesoureiros, médicos e advogados além de possuírem terras e casas. A comunidade judaica se estabeleceu no nordeste brasileiro e na Nova Holanda (atualmente Recife) construíram a primeira sinagoga e centro judaico das américas, além de uma escola e um cemitério.
Em 1820 temos relatos da segunda comunidade judaica, essa fundada em Belém e impulsionada pelo ciclo da borracha. Alguns anos depois temos a construção da primeira sinagoga moderna do país, também em Belém, um cemitério e mais uma sinagoga.

O crescimento da comunidade judaica no Brasil só aumentou e se espalhou por todo o território. Com o passar dos anos, os judeus sefarditas começaram a desembarcar não só nos portos de Recife e da Bahia, mas também nos dois maiores portos brasileiros, o porto de Santos e o porto do Rio de Janeiro. Atualmente essa comunidade é diversa e está presente em todos os estados do país. Podemos falar, inclusive, que existem costumes sefarditas intrínsecos aos costumes sertanejos, como alguns ritos natalícios onde o nome do bebê que acabou de nascer só será divulgado para a família após oito dias e uma oração. A prática do jejum é muito difundida, os meninos devem jejuar por vinte e quatro horas antes de completar sete anos, assim como os noivos, antes da sua noite de núpcias, e seus padrinhos. Existem tradições no preparo de ervas medicinais, ritos devocionais e até hábitos de higiene como limpar a casa na sexta feira antes do pôr do sol, pois ao anoitecer inicia-se o Shabat.
E além das influências nos costumes, eles também contribuíram diretamente com a criação de expressões muito famosas até os dias de hoje. “Passar a mão na cabeça”, se referindo a perdoar alguém, está relacionado à maneira judaica de abençoar e “Pedir bênção” é uma prática judaica que está ligada a bênção dos pais aos filhos em eventos como o Shabat e o Ano Novo.

Há pouco tempo Portugal começou a oferecer cidadania aos descendentes dos judeus sefarditas que se refugiaram ao redor do mundo. Para saber se você tem direito é preciso estar dentro de alguns parâmetros como:

Demonstrar ligação com a tradição sefardita portuguesa;
Possuir um sobrenome de origem sefardita;
Apresentar descendência direta a um judeu sefardita;

E você sabe quais os sobrenomes de cristãos novos mais comuns? Os principais são: Rodrigues, Nunes, Henriques, Mendes, Correia, Lopes, Costa, Cardoso, Silva e Fonseca.

Além do sobrenome também é preciso apresentar uma série de documentos para poder dar entrada no processo de cidadania para descendentes dos judeus sefarditas. Você sabe quais documentos são válidos para comprovar esse vínculo? É necessário apresentar um certificado emitido pela Comunidade Judaica portuguesa ou então registros documentais que comprovem vínculo com a Comunidade, além dos documentos do estrangeiro judeu sefardita.
Ficou interessado nesse processo de cidadania mas não possui todos os documentos? Está com dúvidas em relação a suas origens? Entre em contato conosco! Nossa equipe de pesquisa está apta a realizar um levantamento documental e fazer a construção da sua árvore genealógica. O seu sonho irá se tornar realidade!

Leave a Reply

Fale Conosco